Será este um mundo real?

Geral

Preservação ambiental, ordem no trânsito, e preocupação com qualidade de vida são fatos comuns em Melborn, ainda que a cidade tenha 4 milhões de habitantes


22/10/2009 às 15:16

Não adiantava fugir, os animais vinham atrás querendo comer na palma da mão do ex-prefeito Hilário

Não adiantava fugir, os animais vinham atrás querendo comer na palma da mão do ex-prefeito Hilário

Tupandi -

Não se pode conceber uma realidade assim nas grandes cidades do Brasil, pois imaginar, nos dias atuais, um centro urbano como Melborn, com 4 milhões de habitantes, totalmente ordenado, sem barulho de veículos, sem policiais nas ruas, ou engarrafamento, é algo quase que astronômico. Mas, segundo Walmor Sicorra, que este na Austrália na semana passada, para o casamento do seu filho caçula, este “outro mundo” existe e é uma questão de consciência das pessoas.
Uma cidade bem urbanizada, projetada aos extremos, com ruas muito limpas e pátios bem cuidados, delata a preocupação de toda uma sociedade. “Todas as pessoas estão preocupadas com a cidade, pois não se vê ninguém furando sinal ou andando rápido”, disse Walmor Sicorra explicando a maneira ordeira de agir neste país mais conhecido pelos seus coalas e cangurus.
Por uma questão de economia as pessoas, na Austrália, não fazem comida em casa. Ou comem em restaurantes ou compram a comida neles, recebendo ela em casa. “Eles não têm pressa como aqui, e não se preocupam tanto com o relógio”, citou Walmor, apontando para a diferença cultural lá encontrada e assim compreendendo porque o filho caçula tanto gostou daquele país. Entre-risos Sicorra lembra as dificuldades encontradas na hora de comer, já que não domina o inglês com fluência. “A gente pegava o cardápio e escolhia de supetão. Onde o dedo apontava era aquilo que iríamos comer”, salientou Walmor lembrando que pediu uma sopa (nem sabia do que seria) e o garçom o questionou sobre o tamanho do prato e ele foi direto BIG (grande). “Veio uma combuca gigante (mostrando com os braços) com uma água temperada, duas salsinhas boiando, e massa, muita massa no fundo. Nos deram dois pausinhos para comer a massa e depois trouxeram garfos pois não estava dando muito certo com os pausinhos. Pra tomar o líquido, bom, tinha que levantar a cumbuca e tomar dali mesmo”, comentou Walmor dando gargalhadas. Quanto a comida exótica, é claro, as famílias Sicorra e Junges foram provar a famosa carne de canguru (que é vendida por restaurantes fiscalizados e especializados).
“Depois de comer a carne, que é escura e parece carne de caça, fomos para uma espécie de zôo, onde estavam os bichos. Chegou dar até um certo mal estar em ver o que a gente tinha comido”, comentou o secretário da agricultura de Tupandi, que viu de perto também coalas e outros animais típicos da Oceania. “Tinha bichos por lá que eu nunca tinha visto ou ouvido falar”, salientou Walmor, mostrando as fotos dos animais andando atrás de Hilário.
Após o casamento de Cléber e Carmel, Hilário e Walmor, com as suas esposas, foram até a Nova Zelândia, conhecendo também aquele país da Oceania. Na volta pra casa uma parada na Argentina, onde o choque cultural foi imenso, afinal, basta ver as fotos e perceber a volta da turma à América do Sul. A poluição visual de Buenos Aires, aponta para um mentalidade diferente de se viver. O modo mais latino e caliente da Argentina (e também do Brasil) contrasta com a metodologia australiana, que segue os moldes da colonização inglesa.
A viagem, para os casais, foi a oportunidade de conhecer uma nova cultura, apagando-se as mais de 20 horas de vôo.

Edição nro. 212

Notícias por Seção

Quer deixar sua opinião? Comente esta notícia!