Prédios da Parmalat estão sendo negociados

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A Agrosul está negociando com a Parmalat com auxílio da prefeitura que intermedia o negócio


26/11/2009 às 18:02

Os pavilhões sem uso desde 1999, deverão ter destino dentro em breve

Os pavilhões sem uso desde 1999, deverão ter destino dentro em breve

Feliz -

É impossível contar a história recente de Feliz sem mencionar a existência de duas grandes empresas: Antarctica e Parmalat. E ao que parece os dois nomes continuam muito fortes na mente do povo, já que os comentários de rua fazem referência aos prédios.
Enquanto que o prédio da Antarctica acabou sendo comprado e hoje hospeda a Ramada, o da Parmalat está lá, entregue “às moscas”. O pavilhão da Antarctica voltou a ter utilidade, gerando empregos e aquecendo o centro da cidade. O outro prédio, da indústria de lacticíneos, por sua vez, é um gigante sem rumo. Ou melhor, ao que parece estava sem rumo, pois a municipalidade interveio junto a direção da Parmalat passando a negociar com ela a compra dos prédios. Segundo o prefeito Cesar Assmann, o que motivou o município a isso foi dar um destino aos prédios que estão ali, sem funcionalidade alguma. “Sabíamos do interesse de uma empresa de Feliz em adquirir os pavilhões e intermediamos as negociações”, disse o prefeito, alegando que a Parmalat deu sinal verde para as negociações no decorrer desta semana, sendo necessários ainda os trâmites legais. Segundo o prefeito ele não tem autorização para mencionar o nome da empresa e desta forma o nome dos investidores ficará no mistério até o momento oportuno.
A reportagem do Visão do Vale entrou em contato com o empresário Nestor Freiberger, diretor da Agrosul, que confirmou as negociações, mas pediu cautela quanto ao assunto até que o negócio estivesse concretizado.
“Não podemos deixar o município parado, e assim, nós da administração pública, tratamos de ajudar nas negociações tanto nos prédios da Parmalat quanto da Antarctica, disse Cesar Assmann, lembrando que a indústria do leite fechou as suas portas em 1999, deixando um grande ônus para o município de Feliz. Além da queda da arrecadação, o fechamento da Parmalat trouxe uma série de problemas, como o desemprego e o enfraquecimento da economia local. Posterior ao fechamento da Parmalat, em 2001, veio o encerramento das atividades da Dilli e mais recentemente o fechamento da Reichert e da Ramarim. Foi o período negro da economia de Feliz que, com os investimentos estão sendo feitos, está ficando no passado. Nos dias atuais a situação econômica de Feliz é muito melhor, graças a empreendimentos como a HidroJet que gera empregos e proporciona retorno para a municipalidade. O surgimento de outras empresas e instalação de empreendimentos vindos de outras cidades, como a Simetall, tem trazido benefícios à Feliz, que volta a crescer recuperando a dignidade de um povo que vivia se lastimando pelas gigantes que se despediram do município. “Hoje vemos perspectivas pois a nossa economia não está estagnada e conseguimos vislumbrar um futuro promissor”, destacou o prefeito Cesar Assmann.
A Agrosul deverá fazer um manifesto oficial dentro de alguns dias, quando as negociações estejam concluídas também em seus trâmites legais, dando assim maiores informações sobre a utilização dos prédios da Parmalat

Edição nro. 212

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