Bando é suspeito de ter praticado mais de 20 assaltos em diversas cidades da região
Bando é suspeito de ter praticado mais de 20 assaltos em diversas cidades da região
25/02/2010 às 19:37
Coordenada pelo delegado Jorge Antônio Soares, da Delegacia de Polícia (DP) de Feliz, a operação exigiu paciência e, acima de tudo, muito trabalho dos policiais felizenses, de Bom Princípio, do Caí e até de Montenegro. A busca das peças para a montagem do quebra-cabeça, representado pelos mais de 20 assaltos ocorridos na região desde 2008, exigiu muitos meses de investigação. Agora, a captura de Valmir Renner, o Cabelo, e de Jéferson Dal Canton, vulgo Padeiro, apontados como líderes de uma megaquadrilha, surge como ponto fundamental para o esclarecimento dos diversos casos. Também estão presos e, a exemplo dos cabeças, recolhidos ao Presídio Modulado de Montenegro, Carlos André da Silva e Francine Venier.
O sucesso da operação começou a se definir no final de janeiro, mais precisamente no dia 26, com a prisão de Padeiro, ocorrida em Tramandaí. Já em fevereiro, a polícia acelerou ainda mais o ritmo e, no dia 7, localizou e prendeu Cabelo, em, Portão. Na seqüência, houve As prisões de Carlos André e Francine, dia 7, em São Sebastião do Caí.
Conforme a delegada Cleusa Spinato, da DP caiense, a quadrilha, que tem outros integrantes sendo investigados, é comprovadamente, responsável por dois assaltos ocorrido naquela cidade, no final de 2009. Representada por três homens, ela atacou a residência do empresário Ademir Hoss, o Presentão, em 23 de dezembro, roubando dinheiro e um Fiesta. O carro foi recuperado em seguida.
Antes, no dia 24 de setembro, as vítimas da gangue foram excursionistas que viajavam em um ônibus. O coletivo trafegava nas proximidades da UCS quando foi interceptado por um Golf preto, que tinha sido roubado em Portão. Em seguida, outros assaltantes, armados com revólveres, pistolas e uma espingarda calibre 12, chegaram em uma Sprinter. Tomando o controle do ônibus, os bandidos (pelo menos seis homens) se dirigiram à Feliz. Na estrada de Escadinhas, o grupo transferiu os produtos roubados dos passageiros (comerciantes que retornavam de Santa Catarina) para a Sprinter e fugiu.
CASOS
Em Feliz, a megaquadrilha é suspeita da autoria de um grande número de assaltos. A lista pode ter começado em 2008 em ação cometida contra a Funerária Kiefer. Já em 2009, o bando teria atacado a Granja Seidl, no Vale do Lobo, no dia 10 de março. Identificando-se como agentes da Receita Federal, três homens entraram no local e, em seguida, um deles sacou um revólver e anunciou o assalto. Depois de pegar regular importância em dinheiro, eles amarraram a dona da granja, Claci Rambo, e o filho dela, Marcelo. Em seguida, eles fugiram em um Golf cinza.
O mesmo time de bandidos é suspeito de ter atacado a granja Nienow, na estrada Júlio de Castilhos, no final de junho. Tripulando um Peugeot preto, de placas INZ 3084 (clonadas) chegaram e, sob ameaça de armas, renderam todos os que estavam no local.
Exigindo a abertura do cofre, dele roubaram cheques, um revólver calibre 38 e uma espingarda. Além disso, tomaram os documentos das vitimas. Na fuga, abandonaram o Peugeot no pátio e levaram o Honda Civic IKT 9343 do funcionário Neri Gerlach, que foi abandonado em Bom Princípio. Apreendido, o Peugeot, cujas placas originais são IOJ 2222 e havia sido furtado em Canoas, foi restituído ao empresário Nelson da Silva Suris.