Questionamentos ao orçamento proposto pelo executivo e bate-boca entre vereadores foi a tônica de sessão extraordinária
Questionamentos ao orçamento proposto pelo executivo e bate-boca entre vereadores foi a tônica de sessão extraordinária
10/01/2012 às 08:25
A frase do presidente Élio Steffens, o popular Riskinho, seria o bastante para expressar o clima da sessão. “Pssst. Aqui mando eu!”, disse o presidente da casa virando-se em direção ao edil Laerce Morales que, até dias antes, era o presidente.
O clima de irritação era aparente tanto que o vereador que se disse licenciado do PPS, que é o partido da prefeita, em vários momentos chegou a bater-boca com os demais colegas de câmara. Com a ausência de dois colegas de oposição e o quase silêncio do vereador Perack, Laerce se viu sozinho na defesa de suas emendas para o orçamento. “Tem que ter coragem para apresentar emendas”, disse Morales, alfinetando os demais que, unidos, rejeitaram os pedidos de emenda e ainda apontaram a insatisfação com o andamento dos trabalhos do ex-presidente quando ele estava à frente da casa.
Os vereadores da situação, por conta negativa dos opositores, sozinhos formam a Comissão Geral de Pareceres da Câmara e, assim, reuniram-se momentos antes da sessão extraordinária para avaliar os assuntos a serem tratados na casa. A grande plateia assistia a discussão entre os vereadores e, com o passar do tempo, muitos dos presentes se retiraram da reunião talvez sem compreenderem de fato o que ocorria.
Afinados, os vereadores da base aliada, defenderam o orçamento municipal que é de R$ 18,6 milhões. “Gostaríamos sim de investir mais em agricultura, transporte escolar, esporte, mas ainda há pendências a serem pagas com o FAPS, por exemplo”, destacou Paulo Zilio, do PSDB, lembrando das dívidas herdadas pela atual administração.
Ainda que as emendas dos vereadores opositores não fossem aprovadas o orçamento foi aceito por todos os presentes.
Ao final da sessão novo bate-boca, mais veemente, igualmente envolvendo pessoas da plateia, de modo que a Brigada Militar foi chamada para amainar os ânimos. O presidente da casa, vereador Riskinho, se disse ameaçado mas, em conversa com a nossa reportagem, disse estar ciente do seu dever como legislador não temendo por represálias.
Com o orçamento aprovado, a municipalidade poderá dar continuidade ao trabalho, buscando pelo progresso do município de maneira uniforme, visando atender as mais diversas demandas.