RS ainda ostenta desigualdades entre sexos, raças e áreas urbanas e rurais
RS ainda ostenta desigualdades entre sexos, raças e áreas urbanas e rurais
16/11/2011 às 10:56
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Rio Grande do Sul avançou em áreas como educação e saneamento nos 10 anos que separam os dois últimos censos, mas ainda ostenta desigualdades nas condições de entre sexos, raças e áreas urbanas e rurais.
O índice de saneamento inadequado, por exemplo, caiu de 10,6% para 4% dos domicílios entre 2000 e o ano passado — uma redução de 62% na proporção de casas sem nem ao menos uma forma considerada adequada de saneamento. Isso envolve abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica e lixo coletado direta ou indiretamente. Porém, enquanto nas áreas urbanas o índice de atendimento impróprio fica em míseros 0,2%, no meio rural salta para 26,9%.
As disparidades também envolvem diferenças de sexo e raça. A taxa de analfabetismo entre brancos, por exemplo, fica em 3,8% da população com 15 ou mais anos, enquanto alcança 8,6% entre os pardos.
Em relação ao rendimento, um branco gaúcho ganha, em média, 60% mais do que um negro e o dobro em comparação a um indígena. O mesmo ocorre entre homens e mulheres: os gaúchos ganham 40% mais do que as gaúchas, na análise do rendimento médio mensal por pessoa no Estado. Os homens alcançam R$ 1.480, enquanto as mulheres somam R$ 1.062.