Mutirão teve 150 consultas oftalmológicas em Caí

Saúde

Mutirão teve 150 consultas oftalmológicas em Caí


14/01/2010 às 14:45

O atendimento aos pacientes vista a melhoria da saúde das pessoa

O atendimento aos pacientes vista a melhoria da saúde das pessoa

São Sebastião do Caí -

Cerca de 150 consultas oftalmológicas, metade delas para crianças e adolescentes da rede municipal de ensino, esse foi o balanço do Mutirão Oftalmológico, promovido no último sábado pela Secretaria Municipal de Saúde, Assistência Social e da Família. As consultas ocorreram entre 8 e 17 horas e incluíram exame de acuidade visual, tonometria (mede a pressão nos olhos) e fundoscopia (que avalia toda a parte interna do olho).
Para quem precisasse de óculos, havia também o exame de refração (que determina o grau dos óculos, quando foi o caso). Além disso, os pacientes puderam também fazer na hora exames complementares, como ecobiometria (usa ultra-som para media globo ocular) e paquimetria ultra-sônica (mede espessura da córnea).
Segundo o secretário Municipal de Saúde, Fernando Cofferri, alguns pacientes, que necessitaram de exames não disponíveis no mutirão, serão encaminhados nos próximos dias para Montenegro. “Os exames são feitos lá, que é onde fica a Clínica Visão, com a qual temos convênio”, explica.

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Este foi o segundo Mutirão Oftalmológico realizado pela Secretaria Municipal de Saúde em seis meses. No primeiro, em julho do ano passado, foram atendidas 130 consultas. Na época, a ação serviu para zerar a fila de espera na rede pública do município, que era de até três meses. “Hoje, a espera é de até 15 dias e temos cerca de 30 atendimentos por mês”, contabiliza Cofferri.
Desta vez, além da comodidade de ter um dia para consulta e exames sem sair da cidade, a idéia foi atender os estudantes que apresentaram possíveis problemas de visão nas escolas municipais. “Os professores nos repassaram os nomes e nós decidimos resolver todos os casos antes do reinício das aulas”, ressalta Cofferri.
No total, foram agendadas 180 consultas para o último sábado, mas parte de quem marcou atendimento não apareceu. Por outro lado, muita gente que não tinha agendado e foi à Secretaria na hora do mutirão, conseguiu consulta e exames. Conforme o secretário, “elas acabaram encaixadas nas vagas de quem marcou e não compareceu.”

CASOS

Conforme o oftalmologista Carlos Alberto Stein, que realizou os atendimentos em Caí, boa parte dos diagnósticos foram de presbiopia (diminuição da acuidade para perto, comum depois dos 40 anos) e problemas oriundos de diabetes e hipertensão arterial. “O certo é todo mundo fazer uma avaliação oftalmológica uma vez por ano”, explica Stein. Conforme o especialista, a freqüência deve ser maior para quem tiver problemas. “Pacientes com diabetes devem procurar o oftalmologista duas vezes ao ano. Já que tem glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) deve consultar o especialista a cada três ou quatro meses.”
Entre quem não se descuida, está a dona-de-casa Maria Helmi Weber Weyh. Ela procurou atendimento devido a “manchas como mosquinhas pretas”, que apareceram em sua visão durante o Natal. “Esperei passar as festas e procurei pelo especialista”, conta. O oftalmologista explicou que provavelmente trata-se do que os especialistas chamam de moscas volantes, algo normal com a idade. Mesmo assim, ela foi encaminhada para exames complementares.
Já Claudete Ribas dos Santos, saiu com uma receita para colírio, depois de aproveitar o mutirão. “Fazia três meses que tinha dores nos olhos. O médico disse que, em princípio, não é nada grave. Mas mandou retornar, caso o medicamento não resolva.”

Edição nro. 197

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