Mais seis assaltos na conta da megaquadrilha

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Até agora, 24 ataques estão sendo atribuídos ao grupo de Padeiro e Cabelo


01/07/2010 às 10:58

Delegado Jorge coordena as investigações

Delegado Jorge coordena as investigações

Feliz -

Desmantelada no início do ano, a megaquadrilha liderada por Jéferson Dal Canton, o Padeiro, e Valmir Renner, vulgo Cabelo, contabiliza 24 assaltos ocorridos na região, nos últimos tempos. Entretanto, as diligências relacionadas às atividades da gangue podem, em seguida, elevar consideravelmente o número de casos. Pelo menos, esta é a possibilidade considerada pelo delegado Jorge Antônio Soares, titular da Delegacia de Polícia (DP) de Feliz
Ente os vários assaltos pelos quais o grupo é responsabilizado está o ocorrido no Caí, em 16 de junho de 2009. Naquela data, quatro bandidos invadiram uma residência e, dizendo saber que a família havia recebido uma importância, exigiram dinheiro às pessoas que lá estavam. Após amordaçar a dona da casa, o grupo roubou R$ 1 mil, além de um forno microondas, e do carro da família.
No dia seguinte, a quadrilha teria voltado a agir no Caí. Por volta das 21h30min, três encapuzados atacaram um homem que, em seu Golf, aguardava que sua mulher abrisse o portão da garagem. Saindo de um auto, os assaltantes bateram com revólveres no vidro do carro e, anunciando o assalto, forçaram o motorista a descer. Já dentro da casa, a vítima foi obrigada a deitar-se no assoalho, sendo agredida com uma coronhada e vários chutes. Permanecendo cerca de uma hora no local, os assaltantes roubaram R$ 5.300, jóias, computador, DVD, telefones celulares, documentos e as chaves da casa e da padaria da família. Na fuga, eles deixaram o casal amarrado em duas cadeiras, na cozinha.
Ainda no Caí, o bando – conforme a polícia – assaltou outra residência, no dia 31 de agosto, por volta das 19h30min. Armados com revólveres, eles roubaram diversos cheques, máquina fotográfica, jóias, garrafa térmica e bebidas. Levaram, ainda, o Fiat Doblô da família, que foi usado para a fuga.

SEQÜÊNCIA

Em setembro, a agenda dos ladrões registrou um assalto ocorrido no dia 19, por volta das 6h. Atacando um agricultor que aplicava defensivos agrícolas em sua roça, três homens, chegaram em uma Eco Sport, levaram-no até a casa dele. Lá, prenderam-no na lavanderia, juntamente com a esposa e os filhos. Depois, limparam o local, apoderando-se de R$ 3.500, telefones celulares, uma lava-a-jato e alguns pares de tênis. Na fuga, eles usaram o carro da vítima.
A quadrilha começou outubro voltando a atuar em Bom Princípio, em ação ocorrida dia 5, aproximadamente às 19h30min. Cortando a cerca de arame, quatro indivíduos entraram no pátio de uma casa e, armados, imobilizaram o dono, que se encontrava na sacada. Entrando, eles renderam a esposa e os filhos do homem, além de um casal. Depois de amarrarem as vítimas na sala da TV, os marginais recolheram uma caixa amplificadora, uma guitarra, um violão elétrico, dois conjuntos acústicos para home theater, dois celulares, uma furadeira e dois notebooks, além de vários outros objetos. O produto do saque foi carregado no automóvel do chefe da família.
Menos de duas semanas depois, no dia 18, também em Bom Princípio, pouco depois das 7h, cinco quadrilheiros (quatro deles usando máscaras), tripulando um Vectra, interceptaram um Golf, e, aos dois homens que nele estavam, anunciaram um assalto. Em seguida, após tomarem R$ 10 mil, uma máquina fotográfica, uma bolsa, um óculos e três celulares das vítimas, que haviam saído de um salão de baile, colocaram-nas no porta-malas do Vectra e abandonaram-nas no Bom Fim. A gangue largou o Vectra e levou o Golf.

Edição nro. 196

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