As três unidades do Samu deverão ser entregues ainda em fevereiro para os municípios de Feliz, Bom Princípio e Caí
As três unidades do Samu deverão ser entregues ainda em fevereiro para os municípios de Feliz, Bom Princípio e Caí
28/01/2010 às 14:39
Bom Princípio, São Sebastião do Caí e Feliz deverão contar, a partir de fevereiro, com unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A informação foi repassada a representantes dos três municípios durante uma reunião com o secretário Estadual da Saúde, Osmar Terra, e a coordenadora Estadual das Urgências do Samu, Marcela Souza. O encontro ocorreu na segunda-feira, em Porto Alegre.
As ambulâncias para o Vale do Caí fazem parte de uma compra feita pelo Ministério da Saúde, de cerca de 200 veículos para o Rio Grande do Sul. A expectativa é que com a vinda do presidente Luís Inácio Lula da Silva à Porto Alegre seja formalizada a entregua das viaturas. “Os veículos serão recebidos pelos prefeitos e, logo que chegarem a seus municípios, já podem entrar em operação”, explica o prefeito de Bom Princípio, Nestor Seibel (PMDB), ele esteve no encontro na capital, junto com o prefeito de Feliz, Cézar Assmann (PMDB) e o secretário de Saúde de São Sebastião do Caí, Fernando Cofferri.
As unidades do Samu das três cidades serão vinculadas à central de Caxias do Sul, que é quem vai receber as ligações pelo telefone 192. “As unidades locais serão do tipo Suporte Básico de vida (SB), que são ambulâncias com motorista e técnico em enfermagem. No entanto, elas serão acionadas pela central de Caxias, onde há sempre um médico regulador, que faz um pré-diagnóstico”, adianta Seibel.
ESTRUTURA
Para a entrada em operação das ambulâncias, as prefeituras deverão providenciar instalações com banheiro, dormitório e sala de espera da equipe de plantão, além de sala de expurgo (onde é descartado o lixo e depositados lençóis e outros materiais para lavagem e desinfecção) e estacionamento da viatura.
O custo de manutenção do serviço, abrangendo desde manutenção do veículo até pagamento das equipes de plantão, além do material médico e combustível, é estimado em R$ 19 mil mensais. Desse valor, o Ministério da Saúde deve repassar R$ 12,5 mil e o Estado outros R$ 6.127,00. “O restante fica por conta do município”, assinala Seibel. O prefeito bom-principiense diz que, em sua cidade, o posto do Samu deverá ser montado junto ao Posto de Saúde do Centro ou ao Hospital São Pedro Canísio, também no Centro. “Devemos decidir isso nos próximos dias.”
Já em Caí, o secretário Fernando Cofferri diz que a idéia em Caí é colocar o plantão da ambulância junto ao Hospital Sagrada Família. “Estamos conversando sobre isso com a direção da casa”, assinala. Cofferri lembra que, nas cidades com serviço do Samu, além do veículo e dos repasses mensais para manutenção do serviço, o Ministério da Saúde repassa também recursos para os hospitais locais.
São R$ 35 mil para hospitais sem UTI (caso das três cidades). O dinheiro serve para reforçar a capacidade de seus setores de emergência, garantindo suporte aos casos levados pelo Samu.
Feliz
As ambulâncias para o Vale do Caí fazem parte de uma compra feita pelo Ministério da Saúde, de cerca de 200 veículos para o Rio Grande do Sul. A oficialização ocorreu em Porto Alegre no dia 18, em reunião dos prefeitos e secretários da Saúde com o secretário da Saúde do Estado, Osmar Terra, e a coordenadora estadual das Urgências do Samu, Marcela Souza.
“A adesão ao Samu é uma forma de oferecer um serviço de emergência que vinha sendo feito pela administração, mas de forma bem organizada. O atendimento dos chamados será em Caxias do Sul e só emergências serão atendidas”, comenta o prefeito Cesar Assmann. Na reunião, foram apresentados casos de pessoas que ligaram dizendo que era uma emergência e que, quando a ambulância chegou ao local, a pessoa queria apenas transporte para remover pontos no hospital. “Neste caso, a equipe virou as costas e foi embora, porque eles são destacados para atender emergências. É isso que a população precisa desde já compreender”, destaca.
Na Feliz, a ideia é instalar o Samu junto ao Hospital Schlatter. A Administração Municipal providenciará instalações (banheiro, dormitório, sala de espera do plantão, sala de expurgo e estacionamento). O Ministério da Saúde também repassa recursos para os hospitais locais garantirem suporte aos casos de emergência. Para os hospitais sem UTI, como o de Feliz, o repasse é de R$ 35 mil mensais.
Temos excesso de ambulâncias e carencia de hospital, neste país.