Flores, paixão e oração

Geral

Fazer da sua casa um horto de flores e nele orar agradecendo à vida é opção em família


29/04/2010 às 15:21

O casal cultiva a arte das orquídeas

O casal cultiva a arte das orquídeas

São Vendelino -

De forte religiosidade, Ademar Audibert, levanta pela manhã, lava a face e vai caminhar por entre as centenas de orquídeas que possui. A sua silenciosa oração de agradecimento à vida faz um bem enorme para as plantas, que ficam cada dia mais belas e perfumadas.
Por mais temente a Deus que seja, Audibert, sabe que apenas as orações em meio às plantas não lhe dariam uma vida digna, assim como não teriam efeito definitivo sobre as flores. Desta forma, quando lhe sobra tempo do trabalho diário, Ademar cuida das orquídeas com devoção.
Ligado ao grupo de casais da Igreja Católica, Ademar, tem o total apoio da esposa Eni Bechenbach no trabalho. Tanto na fabricação de puff’s estofados, quanto no cuidado com as tarefas diárias, o casal, vive cercado de alegrias. Um cão, bem treinado, alegra a todos, mas, sem dúvida, são as duas estufas de flores que lhes dá o maior prazer. “Participamos de muitas exposições, mas a questão não é conquistar prêmios”, assinalou Ademar, lembrando que a paixão pelas flores iniciou muitos anos atrás. Ele recorda que, sempre que vai à casa do seu pai, o seu sangue naturalista fala mais alto. “Na casa do pai tem um arroio e mato. Lá, encontro muitas plantas diferentes e assim as trago para cá, para cultivar”, disse Audibert, apresentando uma delas. Segundo ressalta, a microorquídea, belíssima e bem-cheirosa, é diferenciada das demais. “Ela tem um perfume tão acentuado porque fica nas escostas dos morros, e se não fosse o seu cheiro não seriam polenizadas pelos insetos e acabariam extintas”, apontou o produtor de encantos floridos.
Lembrando de muitas histórias referentes às suas plantas, ele se orgulha de cada uma delas, apontando com o dedo cada detalhe das flores. “Não faço isso sozinho, minha esposa ajuda muito”, destacou Ademar, reconhecendo a prestimosa ajuda recebida de Eni.
De tranqüilidade aparente, o casal, tratou de fazer um programa caseiro no feriado de Tiradentes. Depois de ajudar na limpeza da Igreja Matriz, reforçando o seu espírito de fé, Eni e Ademar, fizeram um chimarrão e entre as plantas tomaram várias cuias, cuidando das orquídeas. Exóticas, únicas e inigualáveis, as flores ali cultivadas representam o amor de um casal pela vida. “Gostamos muito disso pois nos traz paz interior”, salientou Eni, com um sorriso estampado na face e uma camiseta com Jesus Cristo sob o peito. Do lado de fora da casa, mais flores, por todos os cantos e recantos, pois é impossível encontrar um só vaso ou árvore que não apresente mudas e mais mudas de orquídeas. Morando bem no coração de São Vendelino, Eni e Ademar, tem o seu horto particular, fazendo do centro da cidade um pedacinho do paraíso para quem ama orquídeas e a vida simples.

Edição nro. 196

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