Esperança está voltando e sonha com novos títulos
Esperança está voltando e sonha com novos títulos
14/01/2010 às 15:08
m relação a disputas municipais, seu cartel é expressivo, sem dúvidas. Afinal, já obteve quatro títulos entre titulares e nove nos segundos quadros. Nesta categoria, aliás, cinco conquistas ocorreram de forma invicta, o que lhes reveste de especial brilho. “Aqui, ninguém tem mais títulos do que nós”, vibra Marcelo Müller, o popular Xits, envolvido de corpo e alma no processo de reativação do Esporte clube Esperança, tradicional time de futebol do Vale do Hermes. Porém, nem esta série de conquistas evitou que a agremiação, que caminha rumo ao 43º aniversário (é de 1967) ficasse desativada nos três últimos anos, com seu gramado tendo sido tomado pelo mato, o pavilhão social demolido pela Prefeitura e outras dependências depredadas por vândalos. Agora, contando com o apoio da comunidade, o clube dá mostras de recuperação e sonha voltar a brigar por títulos em curto espaço de tempo, talvez já neste ano. “Nós faremos a nossa parte, que é colocar o Esperança em campo novamente”, retoma Xits, ressaltando que “no momento, não temos copa, vestiários e precisamos de um espaço coberto”. Completando, ele enfatiza que “teremos de fazer um investimento muito elevado, o que só será conseguido com o apoio da Prefeitura”.
O processo de restauração do Esperança teve como ponto de partida a limpeza do campo. Porém, problemas ainda maiores carecem de solução. Um deles é a reconstrução do pavilhão social, já que o anterior foi derrubado pela Prefeitura, no ano passado, sob a justificativa de que poderia ruir a qualquer momento. O pouco que restou foi alvo de vândalos, que quebraram janelas e furtaram boa parte da fiação que compunha o sistema de eletricidade do clube. “Nosso depósito e os banheiros também foram arrebentados”, lamenta Jair Petry, outro nome integrado ao plano de recuperação do Esperança. “Vamos motivar a comunidade a vir tomar conhecimento da nossa situação. Só com a mobilização da nossa gente poderemos reativar o nosso clube”, considera ele.
Por tudo isto, se quiser realmente ver seu clube de volta aos gramados e, também, às atividades de cunho social, a comunidade do Vale do Hermes terá que vestir a camiseta e trabalhar muito para a arrecadação dos recursos financeiros necessários. Dinheiro público será fundamental, mas, para que haja a liberação de verbas, os moradores devem fazer o que lhes cabe, recolocando a entidade em atividade e valorizando-a como clube social e esportivo, já disse o presidente da Liga Felizense de Futebol, vereador Leonardo Mayrer. Na base de tudo está, também, a reestruturação diretiva da agremiação, a partir da eleição de nova diretoria. Vale lembrar que o Esperança está instalado em área pública e tem a responsabilidade de zelar pela conservação dela.
GRENAL
Disputado em 31 de dezembro, o Grenal comunitário, tradicional promoção do Esperança, pode ter representado a volta definitiva do Esperança às atividades. Justificou, por isto, toda a alegria do ex-goleiro, ex-vice-presidente e ex-treinador do clube, Antônio Alcino Hannauer, o Aranha, 57. “Isto aqui nunca devia ter parado”, comentou ele, que é parte da história do clube. Porém o futuro marcou presença na arquibancada, representado pelos pequenos Jônas Groth, 3, e Felipe Müller, 5, torcedores do Grêmio, mas, certamente, reservando lugar especial em seus corações para o time do Vale do Hermes.
Com um gol de Nilson, ainda no primeiro tempo, o Grêmio ganhou por 1 a 0. “Deu a lógica”, diriam os gremistas. “. “Foi zebra”, retrucariam os colorados. Orientado por Aranha, o Grêmio contou com Xinó; Kego, Chico, Rafael e Negão; Xitz, Nilson, Rudinei e Munds; Jair e Maurício. Também jogaram Mateus e Pitch. O Internacional, comandado por Juruna, contou com Foguinho; Leandro, Rui, Clau e Luís; Betinho, Jorge, Pesch e Vicente; Pato e Katet, além de Renato, Joel, Emerson, Mila e Edemar. O jogo teve dois árbitros, um em cada tempo: Xits e Pesch.