Empresa de biotecnologia opta por Alto Feliz

Economia

Empresa de biotecnologia opta por Alto Feliz


10/09/2009 às 14:33

O ato de assinatura confirmou a instalação da Aurum Produtos Agroveterinários em Alto Feliz

O ato de assinatura confirmou a instalação da Aurum Produtos Agroveterinários em Alto Feliz

Alto Feliz -

Havia algum tempo que a administração municipal, através do prefeito Maurício Kunrath, do vice-prefeito Paulo Bohn e do secretário da administração Marcelo Sauthier, mantinha contatos com uma empresa de alta tecnologia, vindo a confirmar a sua instalação em Alto Feliz na semana passada.
A Aurum Produtos Agroveterinários produzirá suplementos alimentares para aves, suínos e gado leiteiro, utilizando a mais alta tecnologia sem agredir o meio ambiente. Além disso, formulará biolarvicidas para o setor agrícola e saúde pública. Esta empresa se caracterizará, única e exclusivamente como indústria de produtos biotecnológicos. Também se farão convênios com pesquisadores de universidades do estado do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e alguns órgãos de pesquisa do país, com o intuito de desenvolver tecnologias que viabilize o desenvolvimento de novos microorganismos modificados e processos fermentativos para a produção de enzimas em grande escala, utilizadas na indústria de rações para uso animal (aves, suínos e gado leiteiro), com ênfase na produção de Fitase. Segundo o protocolo de intenções apresentado pelos empresários inicialmente serão três empregos diretos, podendo chegar a 10 em três anos. Mas a questão principal não está na geração de empregos, mas na rentabilidade que isso representará. A estimativa é de que em três anos o faturamento mensal da empresa seja de cerca de R$ 450 mil. Isso representa um retorno financeiro muito bom para os cofres públicos.
Os Biolarvicidas para saúde pública, agropecuária e agrícola têm sido utilizados em substituição aos larvicidas químicos convencionais, principalmente no tratamento de focos urbanos, tanto para o controle da Larva do culex (Pernilongo) e Anopheles (mosquito prego) quanto para as do Aedes aegypti, este último causador da dengue. Os mesmos microorganismos são usados na Europa para combater pragas de dípteros hematófagos no tempo de alta densidade de população de hematófagos, e na parte agrícola, estes microorganismos também são empregados para o combate da lagarta nas plantações de milho, soja, trigo, etc.
Com estas tecnologias destinadas a produção de enzimas de aplicação industrial, junto e paralelamente ao desenvolvimento de larvicidas biológicos de uso em saúde pública, pecuária e agrícola, tornará esta empresa e município em um pólo da biotecnologia em nível de Rio Grande do Sul e Brasil.
Esta empresa terá como objetivo ser a primeira empresa do estado e uma das primeiras da América Latina a comercializar Fitase (primeira etapa), e produzir Fitase e Biolarvicidas para a produção de rações animal e controle de pragas da saúde e agrícola (terceira etapa).
A empresa tem por responsável Dr. Carlos Cordovés (PhD) – cubano, naturalizado brasileiro, devido ao convite do senador Pedro Simon para trabalhar no Brasil como pesquisador do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Possui um mestrado (Cuba), PhD (União Soviética), dois Pós-doutorados (México e Austrália), dois livros publicados sobre controle de carrapatos, com experiência em empresas norte-americanas e latinas, possuindo cargos de gerente e diretor. Produziu a primeira vacina de engenharia genética no mundo, para controle de carrapato.
Já o proprietário é Diogo Barbizan – Biólogo com cinco anos de experiência em nutrição animal.
Este projeto trará benefícios ao município e região, pois neste momento há um grande interesse do governo brasileiro em fomentar empresas biotecnológicas. A nossa empresa irá fabricar produtos que reduzem o impacto ambiental causado pelas granjas e fazendas, pois reduzem a quantidade de esterco produzido pelos animais. Além disso, serão fabricados de maneira que não poluam o meio ambiente.
“Empreendimentos como esse são interessantíssimos para o município, pois além de trazerem opções de emprego qualificado, geram um excelente retorno para os cofres públicos”, destacou o prefeito Maurício Kunrath, apostando no sucesso do empreendimento que vai ocupar o pavilhão onde funcionava a Imoarc e anteriormente a Sebolas.
A Imoarc foi incorporada pelo grupo Imobrás, de maneira que a produção passou a ser centralizada no pavilhão da empresa principal.

Edição nro. 211

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