Elmário Nienov: uma vida dedicada à Cultura

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Elmário Nienov: uma vida dedicada à Cultura


23/03/2010 às 09:23

Maestro e instrumentista, Elmário busca a perfeição em seus corais

Maestro e instrumentista, Elmário busca a perfeição em seus corais

Linha Nova -

Sentado na área da sua casa, ouvindo o som dos pássaros, Elmário Nienov, busca na tranquilidade da localidade de Roseiral, a inspiração para o seu dia-a-dia. Aos 62 anos e detentor de sabedoria extrema, Elmário, não tem soberba alguma, mantendo a simplicidade de homem do campo, apesar de ser visto como um gênio no mundo do Canto Coral.
Regente de sete, isso mesmo, sete coros, Elmário não se cansa de buscar por novidades, fazendo um belíssimo trabalho de lapidação de talentos vocais. Nesta vida de regente há 41 anos, Elmário, iniciou a reger em 1968, indo de cavalo ou de bicicleta, fazer aulas de violino, tendo em vista aprimorar o ouvido e a técnica vocal. “Este é o melhor instrumento para um regente, pois a gente consegue perceber qualquer semitom e orientar aos cantores da forma indicada”, contou Elmário. A frente dos corais Irmandade, Canto Amizade, Arroio Paixão e Juvenil (todos de Nova Petrópolis) e dos coros Concórdia, Dona Luiza (onde tudo começou) e Comunitário Rosenthal, Nienov tem orgulho de falar de cada grupo. Ao citar os corais e as suas diferenças, Elmário, fica com os olhos marejados, lembrando de episódios pitorescos como apresentações em meio às cataratas do Iguaçu. “O povo em volta parou para olhar e aplaudir, isso que não fizemos nada demais”, apontou.
Tendo ao seu lado a companheira Lúcia, que é igualmente conhecedora de música, o trabalho de Elmário fica facilitado. “Chega a ser curioso ouvir os dois cantando e a mãe corrigindo o pai quando ele faz qualquer errinho na música”, disse Cristiano Nienov, que é filho do casal e mora diante da casa deles. Quanto a formação musical dos filhos, Elmário, dá risadas, alegando ter formado bons cantores de chuveiro. “Lá eles podem cantar...”, sorriu o regente mostrando ser muito exigente na hora de aceitar uma nova voz em seu grupo. “Fizemos peneiras de qualificação vocal e somente os melhores ficam”, cita.
Talvez um dos fatores que mais pesou na carreira como regente, foi a morte de seu sogro, Reiholdo Mielke. No dia, que o irmão de Lúcia estava por casar (o músico Nélson Mielke), Reiholdo veio a falecer deixando um clima de pesar no ar. Dias após a morte dele, que era regente de corais, coube a Elmário assumir a tarefa de regência do Coral Dona Luiza, de Coqueiral, dando continuidade ao trabalho que era feito por Mielke.
Feliz com a vida simples que leva, Elmário relatou ter cerca de mil partituras diferentes, boa parte delas do repertório alemão. “As músicas germânicas fazem grande sucesso entre nós e assim são muito pedidas”, destacou. Recentemente Elmário teve colocado a sua disposição o acervo de partituras da família Seger, de Nova Petrópolis, devendo dedicar seus estudos a elas, dentro em breve.

Edição nro. 196

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