Efetivo da Polícia Civil na Região é o menor do Estado

Geral

Carência é reconhecida pela chefia de Polícia, conforme o delegado Regional Ciríaco Caetano Filho. Ele espera expressivo aumento no quadro para o próximo ano


28/12/2011 às 15:06

Região -

Sob seus mais diversos aspectos, a questão da segurança, ou, para muitos, a falta de, é, cada vez mais, motivo de extrema preocupação para a comunidade felizense. Afinal, a população ainda não se refez do abalo sofrido com a detonação da agência do Banco do Brasil, na madrugada de 4 de dezembro. Também a assustam os ecos do assalto à residência do advogado Décio Franzen, ocorrido pouco antes, na madrugada do dia 1º. Essencialmente, o que se pretende é que, tanto Polícia Civil como Brigada Militar (BM) sejam mais bem aparelhadas e passem a dispor efetivo que possibilitem melhores condições para fazer frente à criminalidade. A retomada do processo para a instalação das câmeras de videomonitoramento (micro-câmeras) e a criação da Guarda Municipal já foram sugeridas. Enquanto isso, o Delegado Regional Ciríaco Caetano Filho afirma que, “a Chefia de Polícia reconhece que o efetivo da Polícia Civil na Região é o menor do Estado”. Ele diz que “é histórica a nossa defasagem e a solução do problema não ocorrerá de uma hora para outra, infelizmente”. Ciríaco espera que, “dos 500 novos agentes que serão formados no segundo semestre do ano que vem, um expressivo número seja lotado no Vale do Caí”.
Em relação à possibilidade de criação da Guarda Municipal em Feliz, o titular da Regional, que tem sede em Montenegro, diz que, “nos municípios onde ela tem sido implantada, naturalmente , ocorre a parceria com a Polícia Civil e a Brigada Militar. Na Feliz, não seria diferente”.
Titular da DP de Feliz, que tem jurisdição sobre Alto Feliz, Linha Nova e Vale Real, o delegado Jorge Antônio Soares dispõe de apenas três agentes em sua equipe. Isto representa que há um agente para quatro mil habitantes. Conforme Jorge, a relação deveria de um policial para duas mil pessoas. “Efetivamente, precisaríamos contar com uns 15 agentes”, diz ele. Mesmo com um pequeno efetivo, que se desdobra em turno diário e em sobreaviso, a Polícia tem resolvido todos os problemas, garante o delegado.

SIM ÀS CÂMERAS

Já a Brigada Militar (BM) de Feliz tem seu efetivo formado por 21 policiais, que se dividem em serviços internos e externos. “Deveríamos ter, pelo menos, 30 soldados”, considera o capitão Oberdan Silva, comandante da 2ª Cia. do 27º BPM. No próximo ano, o Estado pretende formar dois mil novos policiais, para que o processo seletivo será instaurado em abril. A partir daí, novos reforços poderão ser destinados a Feliz. “Normalmente, quando há a formação de novos PMS, um ou dois são destinados para cá”, assegura Oberdan.
Ressaltando que, em termos de viaturas e de armamentos, a BM de Feliz está em boa situação, Oberdan se diz favorável à instalação das micro câmeras. Para ele, o sistema de videomonitoramento flexibilizaria o combate à criminalidade. Já em relação à criação da Guarda Municipal, a posição dele é bem diferente: “Não tendo poder de polícia, ela não seria viável. Além disso, exigiria ao município um investimento que, talvez, não valesse à pena”.

Edição nro. 211

Notícias por Seção

Quer deixar sua opinião? Comente esta notícia!