Droga é o combustível do crime, diz delegado

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“Todos os segmentos comunitários devem se conscientizar que as drogas significam um problema nosso e não dos outros. Por isto, cada um tem de fazer a sua parte para combatê-la”


15/10/2009 às 15:26

Feliz -

“A droga é o combustível para a criminalidade”. Formulada pelo delegado Jorge Antônio Soares, titular da Delegacia de Polícia (DP), a frase é forte e sintetiza a devastação que o tráfico e o consumo de tóxicos produzem na sociedade. Para ele, particularmente na Feliz, o combate aos tóxicos passa pelo estabelecimento de políticas públicas relacionadas ao problema. O processo, evidentemente, englobaria a firmação de convênios que, por exemplo, abririam espaço para o tratamento dos viciados. “Muitos deles já se disseram interessados deixar o vício, mas não temos como nem para onde encaminhá-los”, acentua o policial.

“A Polícia, por exemplo, age para evitar a concretização dos objetivos dos traficantes. Eles são comerciantes interessados em captar clientes”, comenta Jorge.

Apontando o consumo de crack como é de maior incidência na cidade, Jorge diz que “há pessoas que usam maconha ou cocaína, por exemplo, mas mantém uma vida relativamente normal. Já os viciados em crack vivem em função desta droga. Também por isto, é indispensável o estabelecimento de uma política pública municipal relacionada às drogas”. Ainda sobre a representatividade do crack, ele enfatiza que “ele está para o Brasil assim como a heroína está para os Estados Unidos”.

As declarações do delegado Jorge surgem no momento em que a Câmara de Vereadores cria a Comissão para a Prevenção às Drogas. Com ela, que tem caráter provisório, os políticos esperam promover a redução do problema na cidade e, por extensão, na própria região.

Edição nro. 211

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