Cultura em evidência no intercâmbio Alemanha-Brasil

Cultura

Os laços de amizade entre Bom Princípio e Klüsserath se reforçaram no decorrer da visita


11/06/2010 às 10:15

O grupo bom-principiense foi destaque em um dos principais jornais da Alemanha

O grupo bom-principiense foi destaque em um dos principais jornais da Alemanha

Bom Princípio -

Ao desfazer as malas da recente viagem à Alemanha, os bom-principienses deixaram evidente as boas impressões que de lá trouxeram. O intercâmbio traçado com Klüsserath, em setembro de 2009, trouxe muito mais do que a aproximação entre dois municípios distantes geograficamente. A frase do prefeito Norbert Friedrich sintetiza bem o pensamento geral: “Temos outros intercâmbios, mas este aqui é a ligação que temos com o nosso povo, com a nossa alma”.
Nestor Seibel, prefeito de Bom Princípio, fez também a sua análise sobre a viagem, avaliando como amplamente positiva para o povo de ambos os municípios. “Para nós foi muito benéfico, pois além de conhecer Klüsserath e abrir portas por lá, tivemos a oportunidade de tratar com outros políticos alemães, tendo boas novas”, destacou Nestor, falando das semelhanças e diferenças culturais encontradas. “Proviemos do mesmo berço e muitas vezes as histórias que eles contam são as mesmas que os nossos avós contavam. Há muitas semelhanças”, cita Seibel, enfatizando o forte apelo cultural. O empreendedorismo muito forte na Alemanha faz com que o país seja o “motor da Europa”, servindo de exemplo para nós brasileiros. “Em nome do bem estar da sociedade eles trabalham uma hora a mais por dia, participam de dezenas de atividades gratuitas, enfim, doam-se de maneira solidária. Isso nós perdemos com o passar dos anos”, cita Seibel. O prefeito de Klüsserath, por sua vez, enfatizou a alegria de viver e a satisfação encontrada nas pequenas coisas dos brasileiros. Mais meticulosos do que os brasileiros os alemães gostariam de ter mais espontaneidade, admirando também a maneira que nós – alemães-brasileiros – mantemos vivas as tradições dos imigrantes.
Questionado sobre o motivo do Plattdeutsch ser tão vivo em nossas comunidades, Nestor Seibel, disse acreditar na essência humana que não foi deturpada com o passar dos anos. “O tecido social da Alemanha foi muito afetado durante as duas grandes guerras e isso não tivemos aqui, assim o Brasil ficou mais protegido para manter viva a cultura”, disse Seibel, lembrando que por lá ninguém mais fala o dialeto alemão. “Aqui deveríamos incentivar ainda mais o uso do dialeto alemão, tanto nas escolas quanto nas casas, afinal, é a maneira de manter viva a ligação com o passado tão belo”, cita o prefeito.
Nestor fala em realizar vários projetos ligados à Alemanha e assim proporcionará vantagens para os dois países. Entre os projetos estão estágios, relacionamento interempresarial, enfim, trabalhos que promovam o aumento da qualidade de vida.
Quando na Alemanha, os bom-principienses deram presentes ao povo de Klüsserath, entre eles uma imagem de Nossa Senhora. “Quando já havíamos voltado eles utilizaram a imagem que demos de presente na procissão de Corpus Christi, e ela acabou sendo atração aos olhos dos alemães”, disse Nestor, lembrando da excelente receptividade do povo da pequena cidade de apenas 1,2 mil habitantes.
As diferenças culturais latentes, como a proteção a vida e ao meio ambiente, também devem ser seguidas pelos brasileiros, pois lá não se vê alguém jogando lixo na rua, com despreocupação ou descaso. Cada qual sabe o seu papel social e isso é amplamente benéfico para a evolução da sociedade como um todo. Sem dúvida fomos exemplos e tiramos exemplos positivos desta viagem de integração.

Edição nro. 197

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