A morte do funcionário público pegou a todos de surpresa, fazendo com que uma pequena multidão fosse à última despedida
A morte do funcionário público pegou a todos de surpresa, fazendo com que uma pequena multidão fosse à última despedida
22/10/2009 às 15:04
Erno Steffen deixa sua esposa Jacinta e o filho Alex, renomado jornalista, enlutados e abre um vazio na família Steffen
Quando sentiu dor, em 7 de outubro, e foi procurar um médico, a família achou estranho, afinal, Erno Steffen com dor era algo fora do comum. Ainda que tivesse algum tipo de problema, jamais se queixaria disso. Os exames constataram que não se tratava de uma mera dor, sendo ele internado, pelo filho Alex, no hospital Geral de Caxias do Sul, no dia 9 de outubro. Horas depois, na tarde do dia 10, iria ele submeter-se a uma cirurgia de desobstrução da artéria aorta, na altura do abdômen. Mas, quis o destino, a artéria afetada se rompeu, dois minutos antes da cirurgia, na presença de três médicos. O quadro, que já era grave, passou a se complicar e daquele momento em diante Erno não mais falaria com os familiares, nem mesmo iria sair da cama, onde permaneceu até o dia 21, sob forte sedação.
O alento para a família é que ele não sentiu dor e não tinha conhecimento do que estava acontecendo, contudo a sua morte, as 3h25, caiu feito bomba sobre a esposa, filho, nora e neto.
Os irmãos de Erno, muito próximos entre si, foram avisados ao amanhecer e todos, de maneira incondicional, renderam homenagem a aquele que havia seguido a profissão de seu pai, Emílio.
A comunidade de Bom Princípio, incrédula e impaciente por informações, ficou sabendo da morte de Erno e chorou de maneira copiosa, pois havia perdido uma de suas figuras mais conhecidas e divertidas.
Ainda que houvesse dificuldades pela frente, a família recebeu o conforto de centenas de pessoas, que vieram de várias cidades, rendendo uma última homenagem a Erno, que por mais de duas décadas foi o responsável pelo abastecimento de água em Bom Princípio. Ele foi também funileiro, pedreiro, encanador, eletricista, enfim, como se diz na gíria “pau pra toda obra”. O sepultamento deu-se no final da tarde do dia 21, e a missa de corpo presente ocorreu no lugar que ele mais trabalhou: nas dependências do Seminário São João Vianney. “Este prédio ele conhecia de canto a canto, e quis o destino que a missa de despedida fosse aqui”, destacou padre Délcio Reiter, que era sobrinho de Steffen.