Rodando pelas localidades de Alto Feliz se percebe que o trabalho de precaução da municipalidade deu resultados
Rodando pelas localidades de Alto Feliz se percebe que o trabalho de precaução da municipalidade deu resultados
10/12/2009 às 15:40
A família Pretto agradeceu ao prefeito as obras nas estradas que, apesar da chuva, estão bem transitáveis
Ventos, chuvas e tempestade assolaram todo o Vale do Caí nas últimas semanas, contudo, em Alto Feliz o drama foi muito grande, em especial nas localidades “italianas”, pois a destruição dos parreirais neste momento representaria perda irreparável. Em Farroupilha, poucos quilômetros dali, dezenas de parreiras foram ao chão, e as estradas do interior ficaram praticamente intransitáveis. Azar maior destes moradores do que dos de Alto Feliz, que, na semana que passou tratavam de agradecer a Deus por terem sido poupados.
Reinaldo Pretto, que mora em Santo Antônio Baixo, recebeu a visita do prefeito Maurício Kunrath que foi ao interior para ver a situação das estradas e o nível de destruição e, na medida do possível, ficou aliviado ao ver que as estradas estavam transitáveis. “Nunca tivemos uma estrada como hoje e olha só o que choveu nas últimas semanas”, disse Reinaldo Pretto, lembrando a destruição causada por ventos e chuvas em todo o Rio Grande do Sul. Os moradores, de um modo geral, destacam o trabalho de prevenção feito pela municipalidade para que os maiores problemas fossem evitados. As valas foram limpas com antecedência e assim o grande volume de água da chuva pode escoar, sem invadir muito as estradas e pátios das casas, e desta forma a destruição foi bem menor. “Achei que os danos teriam sido até maiores, mas vejo que o trabalho da secretaria de obras deu um resultado excelente. Fica de lição para o ano que vem, pois temos sempre que manter as valas limpas para que, em caso de chuvas, não haja problemas”, destacou o prefeito.
Um pouco mais adiante, rumando pela estrada, que recebeu camada de brita ainda antes das chuvas e que agora está sendo reparado, o prefeito conversou com a família Finimundi que, muito agradecida, indicou algumas melhorias que podem ser feitas. “É assim, com a participação do povo, que a gente consegue fazer as prioridades”, disse o prefeito Maurício, lembrando que gostaria de ter feito ainda mais neste ano, mas a queda de arrecadação de todos os municípios influenciou na redução das obras.
Cautela
O prefeito Maurício Kunrath lamenta a queda de arrecadação que fica acima de um R$ 1 milhão neste ano, por conta de medidas do Governo Federal e da crise mundial, contudo não se desespera. “Esperamos que seja melhor no ano que vem, e assim pedimos calma aos moradores, pois as obras serão realizadas na medida do possível”, disse o prefeito, lembrando que um cronograma está sendo seguido para a realização das mais diversas obras.
“Estamos organizados em torno de um cronograma, mas é claro, usamos a lógica, pois se a máquina está em uma comunidade são realizadas mais obras ali, para somente depois deslocar para outro ponto de Alto Feliz”, disse Maurício, lembrando que o município tem centenas de quilômetros de estradas, e seria “jogar dinheiro fora”, ir de uma comunidade a outra sem que todas as obras fossem feitas nos lugares onde as máquinas estão. “Se a máquina e os caminhões estão no Morro Gaúcho devem trabalhar lá e depois nas localidades mais próximas, para evitar grandes deslocamentos, perda de tempo e gastos desnecessários de combustíveis”, salientou.
Agricultura
O vice-prefeito e secretário da agricultura José Paulo Bohn, também esteve no interior do município na semana que passou rodando pelas estradas, e conversando com os moradores e recebendo alguns pedidos. “Estamos organizando os protocolos que os produtores fazem e, na medida do possível, realizando as obras”, disse Paulo lembrando que são obras de grande importância para os produtores, como a melhoria nos acessos às lavouras, o que facilitará o escoamento de safra. Alguns pedem pela limpeza de açudes, outros apenas agradecem pelas estradas que, segundo Pretto, nunca estiveram assim antes. “É uma questão de priorizar a agricultura que é a identidade de nosso povo”, salientou Paulo Bohn, lembrando da Alto Fest, que acontecerá em março de 2010, apresentando a pujança dos produtores rurais (e também da indústria e do comércio) de Alto Feliz.