CFC Silva Flores é vítima, conforme Delegada
CFC Silva Flores é vítima, conforme Delegada
24/09/2010 às 09:41
Em dezembro do ano passado, uma denúncia na TV, em reportagem investigativa da rede Globo apontava para a irregularidades nos cursos de formação de condutores, e a bomba acabou estourando em São Sebastião do Caí.
Sob a acusação de estar ligada ao esquema que facilitava certificados de cursos para guiar coletivos, escolares ou transportar cargas perigosas, o CFC Silva Flores, tratou, através de seus diretores, de fazer o registro na delegacia de polícia do Caí deste fato, dizendo ser vítima de uma quadrilha.
Transcorridos alguns meses, e 608 páginas de inquérito policial depois, a delegada Cleusa Spinatto, titular da DP, entregou o inquérito na justiça caiense apontando o CFC, o Detran e o Estado como vítimas de uma quadrilha. “O esquema era feito por um grupo de pessoas, não partindo do CFC”, afirma a delegada, que ouviu cerca de 60 pessoas no inquérito. “Isso é um fato grave, pois pessoas que não tinham capacitação para dirigir veículos especiais estavam recebendo certificação sem ao menos ter feito curso ou provas”, cita Spinatto. Segundo a delegada foram indiciadas cinco pessoas, quatro das quais têm relação com a polícia militar. “São instrutores ou pessoas ligadas ao meio que sabiam das brechas do sistema e dele tiravam proveito”, aponta.
A delegada acredita não se tratar de fato isolado, pois a quadrilha pode ter ramificações. As cinco pessoas apontadas pela comercialização de certificados não tendo vinculação alguma com o CFC Silva Flores.
Os diretores do CFC foram procurados e Luiz da Silva Flores (Lui) não quis dar declaração sobre o assunto, dizendo que falará somente após a avaliação judicial da questão.
Os envolvidos serão indiciados por formação de quadrilha, corrupção passiva, falsificação de documentos e inserção de informações erradas no sistema.