Caso Djalmo Bohn: Felizense é preso acusado de ser mandante do crime

Polícia

Empresário felizense e outro homem foram detidos no feriadão, sob acusação de envolvimento com a morte de Djalmo Lírio Bohn


20/02/2012 às 11:16

Crédito: Bruno Zietlow

Crédito: Bruno Zietlow

Feliz -

Tão bombástica quanto a notícia do assassinato de Djalmo Lírio Bohn, no dia 26 de dezembro, o amanhecer de segunda-feira, dia 20, trouxe a informação da prisão de um empresário felizense sob acusação de ser o mandante do crime ocorrido dois meses antes.
Se a investigação policial podia ter alguma descrença da comunidade, pois poucos pareciam as informações que tinha a delegacia, as opiniões mudaram rapidamente ao ser noticiada a prisão dos acusados do assassinato de Djalmo Bohn.
No começo da tarde de segunda o delegado Jorge Antônio Soares chamou coletiva de imprensa e anunciou solenemente a prisão do empresário Geraldo Vitorino Reichert e de Tiago Fernandes.
Geraldo, que é personagem conhecido da sociedade felizense estaria no litoral quando foi detido pela polícia sob a acusação de ser ele mandante do crime que ocorreu em dezembro. Reichert é diretor de uma empresa situada em Bom Princípio, tendo tido sociedade anteriormente com Djalmo, mas por desacordo comercial o assunto está tramitando na justiça.
De acordo com o delegado Jorge Soares, as imagens do crime divulgadas em sites e TV’s ajudaram na elucidação do caso, sendo os trejeitos de Tiago identificados. Em operação sigilosa, na sexta-feira, Tiago foi preso e teria confessado à polícia ser o assassino de Bohn. Tiago, 25 anos, que é usuário de drogas, teria apontado Reichert como mandante dizendo que teria recebido alta soma em dinheiro para matar Bohn. “Várias pessoas eram investigadas”, destaca o delegado.
Na coletiva de imprensa, o delegado Jorge Soares lembrou de detalhes do crime e fez a relação com os acusados.
O matador de Djalmo seria Tiago que, chegou ao local de moto e atirou pelas costas e a queima-roupa. Ele teria recebido R$ 25 mil antes de matar Bohn, outros R$ 10 mil depois, estando pedentes ainda R$ 15 mil. O valor total para matar Djalmo seria de R$ 50 mil e o crime teria sido frustrado em data anterior.
De acordo o delegado Jorge Soares, há subsídios suficientes para solucionar o caso, tanto que as preventivas foram decretadas estando Geraldo e Tiago presos em Montenegro.
Apenas Tiago esteve na delegacia de Feliz tendo negado aparecer diante das câmeras de TV e jornais. Também não prestou declaração alguma para a imprensa.
No que tange ao empresário Geraldo, deverá voltar a ser ouvido pela polícia.
O ponto nevrálgico da investigação foram os contatos telefônicos que teriam sido mantidos entre as partes. No ano passado, Tiago, foi funcionário de Geraldo, mas acabou demitido. Agora o caso se desenrola no judiciário.

Edição nro. 211

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